terça-feira, 1 de setembro de 2015

Equilibrar



Muito mais do que sustentar dois pratos em hastes e rodopiar.  O grande desafio que temos atualmente, é encontrar o tal ponto onde tudo se equilibra.

Do trabalho em crise, do filho com muitas obrigacoes na escola, das perdas da vida, de ter que ser politicamente correto, ecologicamente aceitável. Equilibrar as contas, equilibrar o tempo entre ser durona e fingir que não vê aquela arte tão inocente. Encontrar o equilibrio nos momentos onde tudo o que você deseja é fechar os olhos e deixar a vida te levar. Equilibrar os nervos, os boletos pra pagar, equilibrar o colesterol. Equilibrar os sonhos, para que eles fiquem vivos.  Equilibrar o sono, tentar dormir as impossíveis 8 horas por dia. Equilibrar os pratos, o tamanho do carrinho do supermercado, equilibrar as crises cotidianas. Equilibrar o estresse, o sal da comida, equilibrar os sonhos, equilibrar a dor do que se perde. Equilibrar a gargalhada, o choro, a vontade de quebrar tudo. Se equilibrar na corda bamba da vida.

É um desafio e tanto. Derrubo os pratos. Minhas hastes quebram. Percebi, depois de 38 anos, que não sou capaz de sustentar todos os pratos rodopiando ao mesmo tempo. As vezes, tudo desmorona. E nessas horas é que a gente olha para os lados e vê quem vem te ajudar a recolher o caquinhos. Vem poucos, mas vem sempre os mesmos.

Com o tempo a gente entende que não dá conta de tudo. É utopia achar que resolve tudo, que dá conta de tudo, que todos podem chegar, se apoiar e chorar porque, afinal, estamos ali pra isso mesmo. Não. Depois de um tempo a gente percebe que não dá. Que o corpo dói, a carga fica pesada demais e ninguém quer de volta aquilo que joga em cima de você. E então você se olha ali, equilibrando todo aquele peso: os pratos, as tigelas,os copos de cristal. E se pergunta: pra que?

Todos dizem buscar o equilibrio interior, buscam sentir aquela paz sensacional  - que a gente nem lembra quando sentiu a ultima vez. Estamos sempre equilibrados em um pé só, com os filhos pendurados em um braço como nossa maior prioridade, a vida profissional no outro, e tantas coisas querendo pular nesse emaranhado todo.  E ainda o guarda chuva na mão, na corda bamba.

Entra ano e sai ano, e a gente vai rodopiando os pratos. Aos poucos, vamos tirando os filhos dos braços e os passamos para a ponta dos dedos dos pés, quase querendo soltar para que caminhem sós, mas sem deixar que fiquem desamparados. A vida profissional... ahhh... há quem equilibre esse cristal a vida toda e um dia percebe que não era aquilo. Porque os sonhos mudam, minha gente. Mudam. Um dia você entende que, muito mais do que equilibrar o copo de cristal, você poderia simplesmente ter bebido uma agua geladinha nele quando estivesse com sede.

A gente se equilibra, se enrosca, se estica. As vezes dá certo, as vezes não. Podemos até nos equilibrar na areia movediça, mas a gente não desiste. Porque se desistirmos nos tornamos mais um a ser equilibrado em alguma haste. Vvamos conviver para sempre com o peso de sermos um peso para alguem carregar.

Cada um de nós sabe o peso da sua haste. Mas sabe também o imenso prazer de poder sustenta-las no ar dia a dia. A corda bamba está aí para todos subirem. Mas só os corajosos ousam tentar ficar em pé nela.  Se cair, levanta. E começa tudo de novo. Todos os dias. Incansavelmente.


domingo, 6 de outubro de 2013

De volta.

Aí você acorda disposta a correr na orla. Monta no seu par de tênis tão pouco usado, enfrenta os olhares de ué? da faxineira e do filho, e sai,  como se tudo aquilo não fosse com você. Coloca a sua melhor seleção do Marrone no celular, pra ele ir cantando "prá machucá" no seu ouvido, e você se esgoela com ele ali no calçadão, pouco se importando com os olhares que são lançados a você.
E você vai, caminhando e correndo alternadamente, como se não houvesse amanhã.
E o amanhã chegou 3 dias depois, no formato nada bacana de um joelho inchado, estalando, dolorido que mal te permite abaixar pra pegar um brinquedo que seu pivete largou espalhado.
São os 36, arrasando comigo. E eu me achando a tal.

sábado, 12 de maio de 2012

E tem dias que são assim, banhados a lágrimas. Sensível, dolorida, chorona. Amanhã há de ser melhor.
Inté.

Doces lembranças.

Se eu fechar os olhos ainda posso sentir o cheiro gostoso da carne assada que perfumava todo o apartamento cada vez que a família se reunia pra um almoço na casa da minha avó Maria. Era tudo tão simples, mas ao mesmo tempo elaborado em cada detalhe. A porta de entrada mal se abria e logo ela ia mostrando, sempre orgulhosa, o bolo - quase sempre de laranja ou limão, o sorvete que ela mesma fazia, o pudim de leite todo furadinho. E apesar de existirem tamanhos maiores, meu avô fazia questão de comprar aquela coca-cola de garrafinha de vidro, e a geladeira ficava tomada por refrigerantes para todos os netos que se reuniram para aquele almoço. E falando em netos... ela chamava Lúcia de Fernanda,  Helga de Cínthia e, acredite, até mesmo Marcelle de.... Renato!  A bagunça era tanta que deixavamos a coitada tão doida a ponto de olhar pra neta e chamar pelo nome do neto. E ninguem se importava com isso. O gostoso era estar reunido ali, comendo cada centímetro daquela comida sempre tão gostosa, tão caprichada.
Me lembro de uma casa onde eles moraram na Praia Grande, que tinha um quintal cheio de arvores frutiferas. Meu avô sempre gostosou de lidar com bichos e plantas. E lembro bem de um dia especifico, em que meu avô tinha passado a tarde toda entre terras e sementes com uma inchada, pás e afins. E quando ele terminou sua plantação, nós resolvemos brincar da caça ao tesouro e em poucos minutos e trabalho do bom velhinho estava todo danificado!
Datas como essas sempre me remetem àquele tempo. Talvez pelas festas, que já não são mais as mesmas, pelo cheiro da comida, que não abandona a memória. Pela simbologia, pelas doces lembranças que tenho daquele tempo, pela família que já não se reúne mais. E, claro, pela saudade da presença dela em minha vida.  Mas é uma doce nostalgia, que preenche esse tiquinho de solidão que dá nessas datas quando estamos tão longe dos nossos. Minha única certeza é que sou abençoada por ter tido a oportunidade de curtir e aproveitar tantos momentos com ela. Feliz Dia das Maes, vozinha. Onde quer que vc esteja.

quinta-feira, 29 de março de 2012

De doer a barriga

Chorei de rir agora lendo o blog da Fal. Essa criatura é lesada, só pode ser. E eu A-DO-LO!

Inté.

Dicas para quem viaja ao Nordeste - Paraíba

"Chegar ao paraíso não é lá muito fácil, mas se o praíso for a praia de Coqueirinho, o acesso é simples. Pela PB-008 pode-se rapidamente desfrutar das maravilhas dessa praia."

Essa frase aí de cima não é minha. Ela está escrita na primeira linha do texto de apresentação do site do Restaurante Canyon (http://www.restaurantecanyon.com/). Mas eu tenho que concordar que o lugar é um pedacinho de paraíso, e que é satisfação garantida para quem der uma esticadinha até lá.
Veja no site exatamente como chegar, eu fui no banco de trás do carro com DUAS crianças tagarelando. Não sou uma boa guia hoje.

O local fica na praia de Coqueirinho, na Paraíba, um pouco antes de João Pessoa. Com os pés na areia, podemos ficar em uns quiosques de sapê, com sofás, espreguiçadeiras, mesas, cadeiras... todos almofadados e confortáveis para que você esqueça da vida por ali. E isso é bem possível. 
Há um parquinho para a molecada, ducha para refrescar, porções para petiscar. E quando a fome apertar, basta migrar dos quiosques para o restaurante. Vocês vão perdoar a minha memória relapsa, mas não consigo me lembrar exatamente as opções do cardápio, mas lembro perfeitamente que saboreamos uma deliciosa moqueca de peixe com pirão. E quando você estiver absolutamente satisfeito, pode se deitar e descansar no redário. Um ambiente zen, muito bacana para ir com os amigos e com a família.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Dicas para quem viaja ao Nordeste - Maragogi

Lá se vão 1 ano e 8 meses desde que nos mudamos pra Recife, e ja tivemos tempo de descobrir vários lugares legais por aqui. Vou começar a postar sobre eles, colocar fotos, dar algumas dicas. Isso vai ajudar futuros viajantes a se divertir e passar bons momentos por aqui.

A primeira experiencia que vou comentar, é sobre o PRIVÊ COSTA DOURADA. Fica em Maragogi, AL, cerca de 130 km de Recife. Para quem vai até lá, tanto faz descer em Maceió ou em Recife, a distância é a mesma. Particularmente eu ainda não conheço Maceió, então não posso dizer sobre a facilidade de acesso a estrada, localização do aeroporto, etc. Já para quem vai de Recife, o caminho é praticamente uma grande linha reta. O acesso à estrada vindo do aeroporto é muito simples e perto. Como em todas as grandes capitais, deve-se evitar os horários de pico para chegada e saída. Isso porque há um grande movimento sentido SUAPE logo pela manhã, devido ao imenso canteiro de obras que se tornou aquela região. E, obviamente, no fim do dia o transito é no sentido capital. E eu também aconselho a ter bastante prudencia ao volante, pois a estrada é sempre bem esburacada e o transito por aqui não é muito gentil.

Enfim, vamos ao Privê. Aqui no Nordeste é muito comum esse tipo de hospedagem, que são na verdade chalés com infra estrutura para até 10 pessoas. Nesse especificamente, são casas de 2 (para até 5 pessoas) ou 3 quartos (para até 10 pessoas). Os valores: sexta a domingo, R$ 500 e R$ 700 reais, respectivamente.  Nós sempre vamos com outras famílias, cada uma fica com um quarto e a hospedagem é rateada. Eles fornecem berço, se for necessário.  O Costa Dourada tem ar condicionado em todos os quartos, banho quente em 1 banheiro (apesar das casas terem 2 banheiros, só 1 tem ducha quente). A cozinha é equipada com fogão, geladeira duplex, liquidificador, panelas, louça, talheres, espetos para churrasco. Roupa de cama e banho não são fornecidos, mas podem ser alugados. E não é caro, parece que cada peça sai a R$ 1,50. Aluguel de edredons tem preços diferenciados, não sei exatamente quanto, mas não é um absurdo. Não há restaurante dentro do Privê, não é servido café da manhã. Há apenas um bar na piscina, onde vc pode encontrar pequenas porções para petiscar. Não há serviço de arrumadeira, mas você pode contratar a diarista (R$ 30,00, das 8 as 16h), que limpa, cuida da louça, cozinha...  Do lado de fora, perto dali há alguns restaurantes, mas particularmente eu nunca fui a nenhum. Não posso opinar. Há um mercadinho dentro do local onde vende TUDO o que vc pode imaginar. Mantimentos, frutas, verduras, frios, pães, chinelos, alguns remédios mais básicos, produtos de higiene, carvão, bebidas, etc. Nós costumamos levar de Recife algumas coisas e deixamos pra comprar o resto lá, porque o preço não é abusivo.
O local é ideal para quem vai com crianças. Os carros não circulam pelo meio do local, apenas pelo acesso lateral, deixando seguro para que nossas crianças fiquem a vontade. Há parquinhos, tanques de areia, salão de jogos com ping pong, bilhar, totó. São 2 piscinas, 1 maior com profundidades variadas e outra infantil. Há quadras de volei e campinho de futebol. A segurança é 24horas.  Você ainda pode descansar tranquilamente em um redário, usar gratuitamente a rede de internet, usar a sauna. O terreno é localizado com uma espetacular vista para o mar, e aquele pedacinho de praia é realmente delicioso. São oferecidos passeios terceirizados de catamarã para as piscinas naturais, geralmente a R$ 20 reais por pessoa.  Já fizemos 2 vezes, vale muito a pena, é um passeio muito agradável. Dura em média 1 hora e meia, dá pra descer do barco (sempre de chinelos...) e ver de perto ouriços, peixinhos, e tantas outras coisas bonitas. Há também passeios de jet-ski e mini bug.
Cada casa tem a sua churrasqueira privativa, rede, ducha externa, estacionamento para até 3 carros.
Já estivemos em Maragogi umas 8 vezes, pelo menos umas 4 no Costa Dourada. O ambiente é extremamente familiar, nunca vi nenhum tipo de confusão, nao é permitido uso de som alto. Uma casa não incomoda a outra. Animais de estimação de pequeno porte são bem vindos, mas não podem ficar soltos.E também há muitos funcionários que resolvem qualquer problema sempre que solicitado. A manutenção é impecável, tudo sempre parece novo. Muito bom para quem gosta de conforto, tranquilidade e gastar pouco. Recomendo.
Uma ultima dica: de abril a setembro chove muito por aqui. Não é uma época bacana para quem quer sol forte e mar quente.








segunda-feira, 28 de novembro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O TÃO ESPERADO DIA...

Aquela enorme parcela de pais e mães, espalhados pelo gramado. Cestas de pic nic nas toalhas xadrez, e as pessoas deitadas se lagarteando ao sol. Muitas, muitas bolas novinhas quicando pra todos os lados, e a garotada com o fòlego a mil, como se tivessem esperado o ano todo por aquele unico dia. Como disse o Pedro hoje cedo, "um dia pra chamar de meu". Era tudo o que eles queriam.
Uma quantidade incrivel de pneus nunca antes rodados, em bicicletas rosas em sua grande maioria, passeavam carregando as menininhas com chuquinhas nos cabelos. E, de novo, lá estavam os pais a segurar a criança que nunca tinha andado na magrela, e que o pai já comprara obviamente de tamanho maior do que a criança, para que dure mais. Também tinham motoquinhas, patins, carrinhos que carregavam bonecas em seu primeiro passeio ao parque. Era  A farra maior deve ter sido dos vendedores de água, que sob um sol de rachar qualquer cabeça, provavelmente esvaziaram seus estoques.
E o clima e o encantamento com o dia da molecada fez o papai daqui de casa entrar na dança. Jogou bola com a garotada e saiu de lá orgulhoso com a vitória sobre o time adversário. Aqueles momentos o levaram de volta a sua infancia, sou capaz de apostar.
O mar estava verdinho, a praia lotada de gente pra se refrescar e aproveitar o feriado. Dia das crianças no parque foi assim. Cheio de coisas pra contar.

domingo, 25 de setembro de 2011

E então eles marcaram uma viagem, num fds que chovia loucamente . Eu bem que tentei argumentar, falei do tempo ruim, mas o meu receio não era bem aquele. Somos um casal com dois filhos pequenos, isso é o que somos. E nossa companhia pro tal fds seria mais dois casais de namorados. E com crianças, todos sabem, o ritmo é beeeem diferente. Mas nada fez meu marido desistir, e fomos pra maragogi num sábado de muita água vinda do céu. E pra quebrar minha cara e os preconceitos, logo que chegamos São Pedro fez a finesse de fechar as torneiras. E então ali conheci duas amigas queridas.
Também sem muita expectativa, um tempo antes já havia conhecido a Dalila. E por ela conheci a Dani. E numa época em que meu coração não estava aberto para novas amizades, não estava aberto para Recife. Essa era a verdade.
E então tudo foi crescendo assim, de maneira natural e despretenciosa. Eu levei um tempo pra assimilar a mudança, pra aceitar e até mesmo querer novas pessoas em minha vida. E o tempo me surpreendeu.Cada uma delas é uma amiga querida, amada. As risadas são impagaveis. Sou uma garota de sorte. Sem dúvidas.
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Quase moderninha.

To tentando blogar usando um tablet. Acho esse treco meio complicado demais, e esse teclado que não é um teclado me deixa meio confusa. Mas vamos lá, vamos em frente. Vou postar esse tiquinho. Se der certo eu volto pra falar da noite de ontem.
Inte.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Parabéns, amore mio.

Você fez aniversário no sábado, e eu já queria ter escrito algo pra ti. Mas você há de saber que eu já não tenho mais aqueles 20 e poucos anos, e que um final de semana forte me custa um dia de molho pra recuperar. Isso se eu não beber. Se rolar uma bebedeira, são 2 dias de molho pra ganhar novas forças. Coisas de guria de 3.4, embora ainda com corpicho de 20 (ah, os vinte....). Ainda bem gostosa e ajeitada, o fôlego não é mais o mesmo.
Mas agora que você (finalmente!) chegou no meu avançado da idade, estamos falando de igual pra igual. Assim eu posso ficar mais a vontade!
Você tem a doce capacidade de me fazer apreciar tudo o que faz. Amo essa serenidade, a suavidade, a docilidade com tudo e todos. Nem mesmo sua caretice pra algumas coisas faz com que eu lembre a todo instante que vc nasceu no século passado. Você parece uma criança, com a felicidade que está sempre brilhando nos olhos. Sabe se divertir e alegra a todos a sua volta. Ama e aprecia as coisas simples da vida, e não se encolhe quando a vida não sai como a gente deseja.  Olha o mundo sempre com o foco na razão, enquanto eu olho pra tudo com a emoção. E então formamos uma dupla incrível. Nossas qualidades e defeitos se misturam, e juntos somos aqueles que explodem, que refletem, que ponderam. Que tem fé, que pedem proteção, que agradecem pela vida. Você é hiperativo, dorme pouco e faz exercícios. Eu sou bipolar, preguiçosa e não posso nem imaginar em trocar o sofá pela esteira .E nós respeitamos as nossas diferenças (e são tantas...!) e acho que esse é o nosso grande segredo. Não tentamos nos modificar, apenas nos aceitamos como somos. E eu te amo loucamente, encaro todos os seus projetos mais malucos sem pestanejar. Eu acredito na sua grande capacidade, no seu potencial, no seu talento pra ser vencedor. Você é um pai incrível, um marido-amigo, marido-companheiro, marido-amante. Querido, lindo, adorado. Eu desejo que você seja incrivelmente feliz, que a vida sempre esteja te sorrindo, assim como você faz pra tudo e pra todos. Não há ninguem nesse mundo que mereça tanto meus melhores desejos. Te amo, meu amor. Tanto, tanto, tanto.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Rapidissimas.

É uma frase feita, mas nada meeeeeeeeeesmo como um dia após o outro.
Respirar hoje só é difícil. Ontem era impossível.
*
Eu estava com preguiça de fazer arroz. Só a ideia de lavar, escorrer e reforgar 1 xicara de arroz (e ponto final) estava me deixando exausta. E então - e não me perguntem de onde eu tive essa idéia cretina - eu resolvi fazer um yakissoba. Porque O-B-V-I-O, (e Deus do céu, como eu não pensei nisso antes?), é muito mais simples do que o reforgar uns graozinhos e jogar agua fervendo neles.
*
É, acho que tem fases da vida em que vc não tem que colocar os seus neurônios a prova a todo momento. Eles podem te surpreender.
*
E sabado é aniversário do Má. E lendo esse blog ele há de descobrir nesse momento que eu ainda não tenho nem uma escova de dentes nova pra dar a ele de presente.
*
Por hora é só.  Inté.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Pilhada.

  • O infeliz do cachorro de vizinho não para de latir. Aí o meu cachorro-macho-metido-a-valente resolve latir também. Aí o Miguel resolve brigar com o cachorro latindo e grita. O Pedro briga com o Miguel porque ele tá gritando. Aí fica ótimo.
  • Atacada da bipolaridade em grau razoável.
  • Meus ombros estão duros, tensos, doloridos.
  • Meu grande sonho de consumo nesse momento era um coktail de Depakote + Sertralina. Ceis não sabem o quanto.
  • Meu coração bate acelerado, parece que vai sair pela boca.
  • Eu respiro, respiro pra caramba, mas parece que o ar não vem.
  • Por incrivel de pareça, o humor vai bem, obrigada.
  • Pelo menos não to descontando em ninguem.
  • Mas to nervosa.
  • Agoniada.
  • Marido amado me deu colo ontem até eu conseguir dormir.
  • Ele é incrível mesmo, eu sei.
  • Só ele e vocês pra me aguentar.
  • Se eu não ficar reclamando proceis aqui, vou reclamar pra quem, não é?
  • E eu tô com fome.
  • A ansiedade me faz ficar com uma fome incontrolável.
  • A ansiedade ataca o Crohn.
  • Meu intestino tá loucura, loucura, loucura.
  • Pior é que eu ando feliz pra caramba, em paz com a vida.
  • Nem sei dizer porque a bipolaridade atacou assim.
  • Muito menos quando ela vai embora.

Oração da Serenidade.

Concedei-nos, Senhor, a Serenidade necessária

para aceitar as coisas que não podemos modificar,

Coragem para modificar aquelas que podemos,

e Sabedoria para distinguir umas das outras.