domingo, 24 de julho de 2011

Pelos ares.

Era uma vez um notebook. Aliás, um netbook. Um netbook pretinho, presente do marido. Era o MEU netbook.
Agora imaginem uma casa com 2 crianças e um cachorro, todos sempre correndo pra lá e pra cá, aquela infinidade de brinquedos pelo chão, toda aquela alegria que fica no ar, aquela agitação, aquela coisa deliciosa que é uma casa cheia de criança? Sacou?
Agora imagine uma mulher extremamente desligada, desastrada, que não fez o cursinho de prevenção de acidentes e nem é expert em análise de risco. Ok, agora junte tudo isso.
Imagine então um netbook sobre a bancada da cozinha, com o carregador ligado na parede da sala. Um fio esticado no meio da passagem.
Imaginem que uma criança com sede aproveitando o comercial do filme e sai CORRENDO pra cozinha beber água.
Claro, o resultado é um só. Um netbook atropelado por uma criança. Já era. Morreu.
Chorei por 2 dias. A tragédia era previsivel, mas a minha mania de achar que tudo que eu faço tá certo ainda vai acabar comigo.
Marido poupou os sermões devido ao meu aparente abatimento perante a situação. Passei uns dias pensando naquilo.
Marido, alma generosa, comprou computador novo. E ainda vai mandar arrumar o meu. Doce marido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário